Conversa de Botequim

Conversa de Botequim
O Tratado

Amigos inseparáveis, e parceiros fidedignos da boa pinga, Anibal e Juvenal todos os dias seguiam para o Botequim do Cosme, para cumprir o ritual de degustação da "branquinha".  Entravam no boteco, cada um dava três pancadas no balcão (toc, toc, toc) para chamar a atenção, mesmo que Seu Cosme, o dono do Bar estive frente a eles, e disparavam o pedido: salta duas doses da "malvada".

Isso se repetiu dia-a-dia durante 23 anos, até que Juvenal por força de trabalho teve que mudar de cidade, e isso impossibilitaria aquele ritual por força da distância.  Assim, resolveram fazer um tratado para que aquele momento mágico não se acabasse.  Com isso, acertaram que a uma determinada hora, ambos, cada um em sua cidade entraria em um boteco, e pediriam duas doses, uma delas seria bebia sempre em homenagem ao amigo distante.

E isso foi se repetiu durante alguns meses, Anibal entrava no Botequim do Cosme, dava seis pancadas no balcão e pedia aquelas duas doses que em instantes eram consumidas, e Seu Cosme sempre ficava admirado com  tamanha fidelidade ao amigo.

Certa vez, Anibal entrou no Botequim deu três pancadas no balcão, e pediu uma dose.  Seu Cosme, que também era parte integrante daquele ritual, com o maior espanto perguntou: o que houve? o Juvenal morreu?

Não Seu Cosme, essa dose é do Juvenal, eu mesmo a partir de hoje resolvi parar de beber.

Aluguel do Paletó

Noel Rosa era um compositor bastante popular no Rio de Janeiro em 1932. No ano anterior, sua canção Com que roupa? havia sido a mais executada no carnaval carioca. Em nível nacional, porém, não tinha a projeção de Chico Alves e Mário Reis. Nas peças publicitárias que anunciavam a chegada a Porto Alegre do “melhor conjunto nacional”, ele é equivocadamente denominado Noel Rozas, o que sugere a pouca familiaridade que seu nome evocava.

Alto, magro, sempre com os cabelos bem penteados, Francisco Alves era a figura de maior prestígio entre os Ases. Tanto que ganhou fama de Rei da Voz. “Era o legítimo representante da estética vigente na época, marcada pelo canto de voz potente e empostada”, assinala o músico Cristiano Hanssen. Na condição de líder do grupo, Alves impunha regras, como uso obrigatório de smoking no palco. Cumprir horários também constituía questão de honra. Já na estreia, Noel descumpriu as duas ordens. Atrasado, apareceu com um encardido e amarrotado terno branco. Frente à irritação do chefe, ponderou: “Eu não tinha smoking, mas, quando o Pery me falou que aqui no Sul era tudo no chique, aluguei esse casaco dum garçom lá da Lapa...”

Comentários:

Membro Botequim

O Que tá Rolando

Sambistas Online

Nós temos 7 sambistas online

Nossos Parceiros

Galeria de Imagens

Os Botequins

Armazém Carioca
Nossa Delli
Botequim São Nunca
Botequim Informal
Manoel & Juaquim